sexta-feira, 16 de maio de 2008

Um pouco de poesia não faz mal a ninguém

Hoje eu estava num tédio danado. Cheguei mais cedo do trabalho, por volta das 2 da tarde, então, li um pouco( estou às voltas com "A interpretação dos sonhos", do Freud. É um livro interessantíssimo,mas maçante como o diabo), estudei, escrevi... Fiz várias coisas, mas nada de maneira satisfatória.

Eis que, fuçando na minha estante, topei com um livro que eu li há algum tempo e me provoca ótimas recordações. É o "Geografia íntima do deserto", da Micheliny Verunschk. Peguei o livro e abri. Caiu na página 70. Veja que beleza de poema:



Da rotina

Varrer o dia de ontem

que ainda resta pela sala,

o dia que persiste,

quase invisível

pelo chão,

nos objetos


sobre os móveis da sala.

Varrer amanhã

o pó de hoje.

Varrer,

varrer hoje.

(E domingo quebrar nos dentes

o copo

e sua água de vidro.

Segunda, não esquecer :

varrer todos os vestígios.)

3 comentários:

Micheliny Verunschk disse...

Que bom saber que o Geografia Íntima do Deserto é portador de boas lembranças para alguém. Acho mesmo que a poesia tem função de comover. E quando quem escreve consegue isso, ganha o dia (ou a vida) :)

Um grande abraço!

denny yang disse...

Oi, Bruno... por sinal, o livro j'a chegou? Conseguiu le-lo, o que achou?

um abraco, Denny

denny yang disse...

Oi, Bruno... por sinal, o livro j'a chegou? Conseguiu le-lo, o que achou?

um abraco, Denny