quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A última dos patetas da oposição

Quem está acompanhando com o mínimo de interesse os noticiários recentes sabe que ontem, no Festival de Cinema de Brasília, foi apresentado pela primeira vez ao público o esperado filme Lula, o filho do Brasil. Pelos relatos no twitter, o filme agradou ao público presente no festival e foi muito aplaudido. Dizem que é muito bem feito, emocionante e tal.

Não tardou para que a oposição chiasse. “É um claro instrumento de promoção eleitoral, para Lula e para quem mais ele quiser”, disse José Agripino Maia. Representantes da oposição têm dito que o filme tem caráter eleitoreiro.

Como disse a ministra Dilma Rousseff, essa turma é patética, não é? Ora, primeiro, Lula, a pessoa que é retratada no filme, não é candidato, a candidata é a ministra. Segundo, não foi usado um tostão de dinheiro público, nem sequer por meio de incentivos fiscais, para a realização do filme. Por que então seria ele eleitoreiro? Por um acaso a oposição, tão defensora do livre-mercado e da livre-iniciativa, gostaria de censurar uma obra realizada cem por cento com dinheiro privado? A oposição acha que os realizadores têm que pedir permissão para alguém para retratar quem quer que seja num filme? Eles não acham que as pessoas têm direito escrever, filmar, encenar o que elas quiserem? Eles agora são favoráveis ao "dirigismo cultural"?

Ora, o filme poderia ser considerado eleitoreiro se víssemos o seguinte cartaz por aí:

Petrobrás, Eletrobrás, BNDES e Banco do Brasil

apresentam:

Dilma, a mãe do PAC


Como não é esse o caso, nem vem que não tem.

Para a oposição não ficar chupando o dedo, aqui vão algumas sugestões de filmes que eles poderiam tentar produzir e que certamente seriam um sucesso de público:

“FHC, o filho da Sorbonne” (via Hermenauta)

“Os Maias”, sobre a fascinante trajetória de César e Rodrigo Maia (idéia do ministro Paulo Bernardo)

"José Serra, o vampiro do Brasil"

"Agripino, o filhote da ditadura do Brasil"

"FHC, o conquistador brasileiro" ou "FHC, o homem que amava as mulheres"

5 comentários:

Ricardo Cabral disse...

Não sei se é ou não eleitoreiro, mas é do Barretinho, sinal de que se trata de um filminho meia-bomba lacrimogêneo até o tutano. Preguiiiça... :-P

Bruno disse...

Isso é verdade, não há duvidas!Ele mesmo define o filme como um "melodrama épico". Mas eu tô muito, muito curioso pra ver o filme.

Mack disse...

Com o prestigio do Lula é capaz desse filme ganhar o Oscar. Haja lextan prá galerinha vip.

iaiá disse...

tb to curiosa par ver o filme. só lembro que as classes D e E que são a maioria do país e os grandes eleitores do Lula, que não concorre ano que vem e poderia trnsferir votos pra Dilma não vão ao cinema. no máximo fazem uma pirataria básica ou um download mesmo, e olhe lá.
e como já foi dito, de forma nunca antes feiat na história deste país ( mas queria confirmar a informação) não houve captação de $ público para o projeto.

Chico Cerrito disse...

FHC "Filho da Sorbonne"? Sei não eu diria de outra coisa.