
domingo, 15 de agosto de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Homens bons desmascaram "servo lulo-petista"
Vocês sabem, hoje é feriado em São Paulo em comemoração à "Revolução Constitucionalista". Não sei bem o que eles comemoram, já que esse movimento, que é reacionário, não revolucionário, pois servia aos interesses de uma oligarquia cafeeira retrógrada que havia sido apeada do poder por Getúlio Vargas, foi derrotado.
Sobre este feriado de 9 de julho, o Sakamoto escreveu um excelente post que eu assinaria embaixo. Mas não é exatamente sobre ele que eu quero falar aqui, é sobre os comentários que ele suscitou.
Tem gente que diz: "ah, fulano não tem apreço pela democracia, não ouve o outro lado, não tenta argumentar, debater..." Mas veja se tem alguma condição de debater com cabecinhas capazes de comentários como estes que reproduzirei a seguir:
Marcelo disse:
09/07/2010 às 8:40
Aí Japa fedido, e seus parentes que matam milhares de baleias e golfinhos. Povo nojento. Viva Hiroshima e Nagazaki. Deveriam ter sido muitas outras.
Este comentário reproduzido logo abaixo é o meu favorito. Representa bem o pensamento reacionário típico da pequeno-burguesia brasileira, que morre de medo de perder os seus privilégios. Quem nunca ouviu um discurso assim de um colega, um parente ou um amigo ?
myrna disse:
09/07/2010 às 8:43
Sabe, o que revolta em São Paulo ou devia revoltar a classe média brasileira ( B e C). É que você trabalha, estuda, não tem tempo para fazer passeatas com sindicalistas pelegos petistas, para ficar sambando o ano todo como certas regiões (sem preconceito mas está errado este comportamento), você entra na USP sem cotas, por capacidade, passa num concurso público sem INDICAÇÕES políticas e o filho do nosso presidente ganha em menos de 2 anos de governo LULA o que nossos filhos que estudaram no Colégio Bandeirantes e outros do mesmo gabarito nunca vão ganhar durante os 40 anos de trabalho.Será porque a gente lê os jornais e toma conhecimento de todos ss escândalos e r o u b alheira dos coronéis do Maranhão, Amapá, Alagoas, São Paulo do tempo ademarista, malufista e Pitta, do Pará de Jader Barbalho e outros que recebemos a pecha de arrogantes.
E não sabem por que recebem "a pecha de arrogantes"...
Eliane disse:
09/07/2010 às 8:36
“Alguma coisa acontece no meu coração…quando piso na Avenida Paulista”.
São Paulo é SÃO PAULO!!! não se trata de populismo, é HISTÓRIA.
E estamos conversados!
E Viva o 9 de Julho!!!
Felizmente, apareceu um atento comentarista para colocar o dedo na ferida. Claro, o Sakamoto não passa de um "um servo lulo petista regado a alergia a verdade". Agora tá explicado!
Guife disse:
09/07/2010 às 8:56
Lamentável a sua visão e falta de
respeito pelo passado, o qual
garantiu muitos benefícios do
presente. Seu texto e digno de
um servo lulo petista regado a
alergia a verdade e a vontade de
reescrever a história de acordo
as vontades presentes.
Sobre este feriado de 9 de julho, o Sakamoto escreveu um excelente post que eu assinaria embaixo. Mas não é exatamente sobre ele que eu quero falar aqui, é sobre os comentários que ele suscitou.
Tem gente que diz: "ah, fulano não tem apreço pela democracia, não ouve o outro lado, não tenta argumentar, debater..." Mas veja se tem alguma condição de debater com cabecinhas capazes de comentários como estes que reproduzirei a seguir:
Marcelo disse:
09/07/2010 às 8:40
Aí Japa fedido, e seus parentes que matam milhares de baleias e golfinhos. Povo nojento. Viva Hiroshima e Nagazaki. Deveriam ter sido muitas outras.
Este comentário reproduzido logo abaixo é o meu favorito. Representa bem o pensamento reacionário típico da pequeno-burguesia brasileira, que morre de medo de perder os seus privilégios. Quem nunca ouviu um discurso assim de um colega, um parente ou um amigo ?
myrna disse:
09/07/2010 às 8:43
Sabe, o que revolta em São Paulo ou devia revoltar a classe média brasileira ( B e C). É que você trabalha, estuda, não tem tempo para fazer passeatas com sindicalistas pelegos petistas, para ficar sambando o ano todo como certas regiões (sem preconceito mas está errado este comportamento), você entra na USP sem cotas, por capacidade, passa num concurso público sem INDICAÇÕES políticas e o filho do nosso presidente ganha em menos de 2 anos de governo LULA o que nossos filhos que estudaram no Colégio Bandeirantes e outros do mesmo gabarito nunca vão ganhar durante os 40 anos de trabalho.Será porque a gente lê os jornais e toma conhecimento de todos ss escândalos e r o u b alheira dos coronéis do Maranhão, Amapá, Alagoas, São Paulo do tempo ademarista, malufista e Pitta, do Pará de Jader Barbalho e outros que recebemos a pecha de arrogantes.
E não sabem por que recebem "a pecha de arrogantes"...
Eliane disse:
09/07/2010 às 8:36
“Alguma coisa acontece no meu coração…quando piso na Avenida Paulista”.
São Paulo é SÃO PAULO!!! não se trata de populismo, é HISTÓRIA.
E estamos conversados!
E Viva o 9 de Julho!!!
Felizmente, apareceu um atento comentarista para colocar o dedo na ferida. Claro, o Sakamoto não passa de um "um servo lulo petista regado a alergia a verdade". Agora tá explicado!
Guife disse:
09/07/2010 às 8:56
Lamentável a sua visão e falta de
respeito pelo passado, o qual
garantiu muitos benefícios do
presente. Seu texto e digno de
um servo lulo petista regado a
alergia a verdade e a vontade de
reescrever a história de acordo
as vontades presentes.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Olhar encantado de criança

“Isso tudo que eu estou dizendo para você aconteceu até os 7 anos de idade, tudo antes de pegar o pau-de-arara para vir para São Paulo.
É engraçado, quando se é pequeno, se vê uma coisa e se tem uma dimensão de grandeza diferente da que se tem quando se é adulto. Então, por exemplo, eu lembro das ruas, das casas... Depois que eu voltei lá, depois de 30 anos, eu fiquei decepcionado. Eu imaginava uma baita rua na frente de onde que a gente morava, eu imaginava uma baita árvore, tinha um pé de mulungu, que é uma árvore que dá uma sementinha vermelha. Eu tinha noção de uma árvore enorme, e quando eu voltei lá depois de 30 anos a árvore que eu vi não é grande, é uma árvore pequena. E era a mesma árvore da infância...
Tinha um lugar lá chamado "a bodega do Tozinho", que era um armazém. Eu tinha a impressão de que era uma coisa quase do tamanho do Carrefour, depois que eu voltei lá eu vi que era do tamanho de uma casinha popular aqui, ou de um barraco pequenininho. Eu tenho lembrança dessa bodega do Tozinho porque em 1950, eu tinha 5 anos de idade, mas meus irmãos mais velhos já escutaram pela primeira vez a Copa do Mundo pelo rádio. O único que tinha rádio lá era ele [o Tozinho]. Então o pessoal ia lá pra ouvir o rádio, ouvir programas musicais e coisas desse tipo."
Trecho de um dos depoimentos de Lula a Denise Paraná para o livro Lula, o filho do Brasil.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Uma bandeira para a esquerda
Hoje o IPEA lançou um documento, intitulado “Pobreza, desigualdade e políticas públicas”, que conclui que: “Na década atual, a combinação entre a continuidade da estabilidade monetária, a maior expansão econômica e o reforço das políticas públicas, como a elevação real do salário mínimo, a ampliação do crédito popular, reformulação e alargamento dos programas de transferências de renda aos estratos de menor rendimento, entre outras, se mostrou decisiva para a generalizada melhora social no Brasil”. Note, todas essas causas de diminuição das desigualdades sociais foram ou instituídas ou aprofundas pelo governo Lula. Isso derruba a tese de que o governo do petista é uma mera continuação do governo FHC.
Este trecho do documento comprova que há um nítido corte entre o governo FHC e o governo Lula: “Entre 1995 e 2008, por exemplo, a queda média anual na taxa nacional de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de -0,9%, enquanto na taxa nacional de pobreza extrema (até ¼ de salário mínimo per capita) foi de -0,8% a.a. Para o período mais recente (2003/08), a queda média anual na taxa nacional de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de –3,1%, enquanto na taxa nacional de pobreza extrema (até ¼ de salário mínimo per capita) foi de -2,1% a.a.”
O documento então arremata: “Se projetados os melhores desempenhos brasileiros alcançados recentemente em termos de diminuição da pobreza e da desigualdade (período 2003-2008) para o ano de 2016, o resultado seria um quadro social muito positivo. O Brasil pode praticamente superar o problema de pobreza extrema, assim como alcançar uma taxa nacional de pobreza absoluta de apenas 4%, o que significa quase sua erradicação. Já o índice de Gini poderá ser de 0,488, um pouco abaixo do verificado em 1960 (0,499), ano da primeira pesquisa sobre desigualdade de renda no Brasil pelo IBGE.
“Ou seja, mantendo o mesmo ritmo de diminuição da pobreza e da desigualdade de renda observado nos último cinco anos, o Brasil poderia alcançar o ano de 2016 com indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos. Enquanto a pobreza extrema poderia ser praticamente superada, a desigualdade da renda do trabalho tenderia a estar abaixo de 0,5 do índice de Gini”.

Pô, isso é uma coisa fantástica, que ninguém poderia esperar há 10 anos! É preciso ser um oligofrênico, um mal-intencionado ou um cego pela paixão política para não reconhecer esses avanços. Num país que sempre se caracterizou pelo “descompasso entre os indicadores econômicos e sociais”, Lula conseguiu aliar crescimento econômico ( especialmente no segundo mandato, graças aos programas sociais, ao aumento real do salário mínimo e aos investimentos do PAC) e diminuição acelerada da pobreza e da desigualdade de renda.
O documento, no entanto, indica algumas condições para que a diminuição da desigualdade social continue nesse ritmo. Uma especialmente me chamou a atenção: é necessário que o padrão tributário brasileiro passe de perversamente regressivo para progressivo. Veja o gráfico:
Este trecho do documento comprova que há um nítido corte entre o governo FHC e o governo Lula: “Entre 1995 e 2008, por exemplo, a queda média anual na taxa nacional de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de -0,9%, enquanto na taxa nacional de pobreza extrema (até ¼ de salário mínimo per capita) foi de -0,8% a.a. Para o período mais recente (2003/08), a queda média anual na taxa nacional de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de –3,1%, enquanto na taxa nacional de pobreza extrema (até ¼ de salário mínimo per capita) foi de -2,1% a.a.”
O documento então arremata: “Se projetados os melhores desempenhos brasileiros alcançados recentemente em termos de diminuição da pobreza e da desigualdade (período 2003-2008) para o ano de 2016, o resultado seria um quadro social muito positivo. O Brasil pode praticamente superar o problema de pobreza extrema, assim como alcançar uma taxa nacional de pobreza absoluta de apenas 4%, o que significa quase sua erradicação. Já o índice de Gini poderá ser de 0,488, um pouco abaixo do verificado em 1960 (0,499), ano da primeira pesquisa sobre desigualdade de renda no Brasil pelo IBGE.
“Ou seja, mantendo o mesmo ritmo de diminuição da pobreza e da desigualdade de renda observado nos último cinco anos, o Brasil poderia alcançar o ano de 2016 com indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos. Enquanto a pobreza extrema poderia ser praticamente superada, a desigualdade da renda do trabalho tenderia a estar abaixo de 0,5 do índice de Gini”.

Pô, isso é uma coisa fantástica, que ninguém poderia esperar há 10 anos! É preciso ser um oligofrênico, um mal-intencionado ou um cego pela paixão política para não reconhecer esses avanços. Num país que sempre se caracterizou pelo “descompasso entre os indicadores econômicos e sociais”, Lula conseguiu aliar crescimento econômico ( especialmente no segundo mandato, graças aos programas sociais, ao aumento real do salário mínimo e aos investimentos do PAC) e diminuição acelerada da pobreza e da desigualdade de renda.
O documento, no entanto, indica algumas condições para que a diminuição da desigualdade social continue nesse ritmo. Uma especialmente me chamou a atenção: é necessário que o padrão tributário brasileiro passe de perversamente regressivo para progressivo. Veja o gráfico:

Isso derruba aquele velho argumento de que as classes média e alta são sacrificadas no Brasil. Elas, tadinhas, carregam o país nas costas. São sobretaxadas para que o governo federal dê o “bolsa-esmola” para os vagabundos que não querem trabalhar. Nada disso. O que fica claro é que quem mais se sacrifica para pagar impostos são justamente os que ganham menos. As famílias que tem rendimento de até 2 salários mínimos gastam quase 50% do que ganham com impostos!
A inversão desse padrão tributário perverso é uma bandeira que a esquerda deveria empunhar com entusiasmo.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O blog em 2010
Pronto, 2010 está aí. Ano de Copa do Mundo, a primeira disputada na África, e de eleições. Assunto e emoção não faltaram. Espero que meu coração aguente.
Como muitos de vocês devem saber, eu estava cogitando iniciar um novo blog. Desisti. Fiquei com preguiça. Vou continuar por aqui. A única mudança que fiz foi o nome do blog: troquei o muito criativo Blog do Bruno por Miúdo Recruzado (peço para que os amigos que lincam este blog troquem o nome dele em seus respectivos blogrolls).
Não sei se já poderia adiantar isso, mas farei assim mesmo. O Amálgama está preparando uma cobertura para as eleições deste ano que promete ser uma das melhores da internet, e é com muita honra que farei parte desse time. Portanto, a minha cobertura das eleições será dividida em duas: os textos mais analíticos serão publicados no Amálgama e os mais pessoais, aqui. Obviamente, sempre que publicar algum post lá, ele será lincado cá.
No mais, um ótimo 2010 para todos, e vamos nessa!
Como muitos de vocês devem saber, eu estava cogitando iniciar um novo blog. Desisti. Fiquei com preguiça. Vou continuar por aqui. A única mudança que fiz foi o nome do blog: troquei o muito criativo Blog do Bruno por Miúdo Recruzado (peço para que os amigos que lincam este blog troquem o nome dele em seus respectivos blogrolls).
Não sei se já poderia adiantar isso, mas farei assim mesmo. O Amálgama está preparando uma cobertura para as eleições deste ano que promete ser uma das melhores da internet, e é com muita honra que farei parte desse time. Portanto, a minha cobertura das eleições será dividida em duas: os textos mais analíticos serão publicados no Amálgama e os mais pessoais, aqui. Obviamente, sempre que publicar algum post lá, ele será lincado cá.
No mais, um ótimo 2010 para todos, e vamos nessa!
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